terça-feira, 23 de outubro de 2012

Fraquezas de Mãe...


 
 
Antes de nasceres, eu passava pela vida rotineiramente, de forma dormente…

Quando decidimos ter-te, foi, talvez, uma decisão egoísta e egocêntrica…  EU ia ser mãe, tu ias ser MEU filho.

Mas, assim que nasceste, mudaste tudo…  Conseguiste, na tua pequenez, mudar a imensidão do Mundo que se estende para lá da nossa porta!

Os sorrisos tornaram-se espontâneos, em vez de forçados.  O Mundo deixou de ser difusamente cinzento e ganhou os tons dos teus lápis de colorir.  A vida passou a ser uma aventura, em vez de uma carga a ser suportada.  Tudo isso num segundo!

Mas tenho de te pedir desculpas, meu tesouro…

O Mundo lá fora não te conhece…  Não sabe o poder redentor do teu sorriso…  Não tem consciência do quão pacífico é o teu olhar…  Não ouve a curiosidade latente na tua voz…

Lá fora, o Mundo é, cada vez, mais negro…  E a Mãe não sabe se o consegue pintar de cores bonitas para que o vejas…

Queria poder dar-te um Mundo e uma Realidade tão magníficos como os que me deste… 

Queria que o teu Futuro fosse tão brilhante como o teu olhar…

Queria que os sorrisos fossem uma constante na tua vida…

Sorrio de cada vez que olho para ti…  Mas choro sempre que olho para lá da nossa porta…

1 comentário:

  1. Bem amiga, depende sempre do ponto de vista, o que chamas fraqueza eu chamo coragem. Coragem em assumir a preocupação, em estar consciente.
    Não concordo com muitas coisas, mas como sabes, eu sou mais pragmática.
    Não concordo em que o mundo não o queira conhecer (especificamente a ele e no geral a todas as crianças). O Mundo quer conhecê-lo sim, mas faz partes dos pais dar a conhecê-lo ao mundo!
    E sim, o mundo é negro, mas não concordo que seja tua função colori-lo, mas sim mostrar-lhe que a vida pode ser colorida num mundo negro.
    Tu dás-lhe coisas tão magníficas como tu lhe deste a ele: deste-lhe o melhor de tudo: a sua vida!
    E os sorrisos... bem, memo quando tudo está bem sabes bem que muitas vezes não sorriem porque não querem, eheh

    Para mim o grande desafio da maternidade é, como já te disse, não me permitir tomar o meu filho como minha propriedade mas sim como uma oferenda que dei ao mundo e que tenho a obrigação de o guiar e orientar neste mundo ao invés de protegê-lo...

    Estás a ser forte e não fraca!
    **

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