Antes de nasceres, eu passava pela vida rotineiramente, de
forma dormente…
Quando decidimos ter-te, foi, talvez, uma decisão egoísta e
egocêntrica… EU ia ser mãe, tu ias ser
MEU filho.
Mas, assim que nasceste, mudaste tudo… Conseguiste, na tua pequenez, mudar a
imensidão do Mundo que se estende para lá da nossa porta!
Os sorrisos tornaram-se espontâneos, em vez de
forçados. O Mundo deixou de ser
difusamente cinzento e ganhou os tons dos teus lápis de colorir. A vida passou a ser uma aventura, em vez de
uma carga a ser suportada. Tudo isso num
segundo!
Mas tenho de te pedir desculpas, meu tesouro…
O Mundo lá fora não te conhece… Não sabe o poder redentor do teu sorriso… Não tem consciência do quão pacífico é o teu
olhar… Não ouve a curiosidade latente na
tua voz…
Lá fora, o Mundo é, cada vez, mais negro… E a Mãe não sabe se o consegue pintar de
cores bonitas para que o vejas…
Queria poder dar-te um Mundo e uma Realidade tão magníficos
como os que me deste…
Queria que o teu Futuro fosse tão brilhante como o teu olhar…
Queria que os sorrisos fossem uma constante na tua vida…
Sorrio de cada vez que olho para ti… Mas choro sempre que olho para lá da nossa
porta…

Bem amiga, depende sempre do ponto de vista, o que chamas fraqueza eu chamo coragem. Coragem em assumir a preocupação, em estar consciente.
ResponderEliminarNão concordo com muitas coisas, mas como sabes, eu sou mais pragmática.
Não concordo em que o mundo não o queira conhecer (especificamente a ele e no geral a todas as crianças). O Mundo quer conhecê-lo sim, mas faz partes dos pais dar a conhecê-lo ao mundo!
E sim, o mundo é negro, mas não concordo que seja tua função colori-lo, mas sim mostrar-lhe que a vida pode ser colorida num mundo negro.
Tu dás-lhe coisas tão magníficas como tu lhe deste a ele: deste-lhe o melhor de tudo: a sua vida!
E os sorrisos... bem, memo quando tudo está bem sabes bem que muitas vezes não sorriem porque não querem, eheh
Para mim o grande desafio da maternidade é, como já te disse, não me permitir tomar o meu filho como minha propriedade mas sim como uma oferenda que dei ao mundo e que tenho a obrigação de o guiar e orientar neste mundo ao invés de protegê-lo...
Estás a ser forte e não fraca!
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